
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
O uso recorrente da poda pulmão e da poda esqueleto tem despertado o interesse dos cafeicultores que buscam maiores níveis de produção em menos safras. Essa situação tem levado à alteração dos ciclos de renovação nas fazendas, afetando a estabilidade da produção e, consequentemente, a renda dos produtores por desconhecerem as implicações econômicas dessas práticas no médio e longo prazo. Com base em um estudo de caso, foi realizada uma análise econômica de quatro métodos de renovação da lavoura cafeeira com base em diferentes tipos de poda e épocas de intervenção. A poda avaliada foi a renovação por estaquia em um ciclo de produção de cinco safras, a poda pulmonar com dois ciclos de produção de duas safras, a poda de esqueleto (dois ciclos de produção de duas safras) e a safra zero (caveira), três ciclos de uma safra. As parcelas gerenciadas comercialmente foram intervencionadas na mesma data de 2017 a 2022; o manejo agronômico foi baseado nas recomendações técnicas geradas pela Cenicafé. Os resultados mostraram que, apesar dos custos mais altos registrados, a renda obtida na renovação pelo sistema de tocos foi maior, explicada por um maior número de colheitas no mesmo período do que outros tipos de poda que registraram mais períodos improdutivos devido à dinâmica das renovações. Da mesma forma, a renovação por estaquia teve uma proporção menor de locais perdidos e improdutivos.